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Mostrando postagens de abril, 2018

Quando a vida engasga.

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Desses sufocos prosaicos que mais lembram filmes de famílias italianas. Enquanto engasgava, vi D. Hida, minha mãe, levantar aos gritos e correr para bem longe. Pânico, eu diria, afinal tratava-se do filho predileto (que meus irmãos não leiam esse trecho) em apuros bem ali, debaixo do seu nariz. Em meio à confusão que se instalou naqueles segundos comecei a refletir sobre a brevidade da vida. Sim, naquela confusão toda eu refleti. Falsa crença essa de supor que temos controle sobre a vida, sobre as coisas ou sobre as pessoas. Tudo pode mudar numa fração de segundo. E isso é tão óbvio... mas às vezes é o óbvio que nos salva. Muros, máscaras, conceitos. Tudo pode cair. O dia planejado, a viagem dos sonhos, o amor ideal – nada resiste ao apagar a luz da vida. Amanhã, só saudades. E na vida quantas vezes somos obrigados a nos engasgar por conveniência, educação, respeito, timidez ou falta de autoridade? Quantas culpas são atribuídas a nós, sem ao menos sermos responsáveis. E silenciamos...

Após a Chuva

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Quando cessou a chuva, fui à farmácia. Bem próxima daqui. Não as frequento, mas nessa eu saco. Dinheiro.  Pelo caminho, ao lado direto, casas.  Do outro, árvores. E elas me conectam com minha infância, me trazem paz. Deve ser coisa de Deus. No trajeto um menino, por volta dos seus 9 anos me chamou atenção. Confesso que me vi nele. Foi mágico. Uniforme escolar e uma grande mochila nas costas vindo da escola – (nunca entendi o porquê do tamanho peso). No olhar vigilante daquele menino, o frescor pela vida. Coisas que não se vê em tempos de games e rede sociais. Lamento por isso. Se as crianças ainda soubessem como era bom viver livre na rua e brincar sem temor. Gostoso era se divertir na chuva. Se ralasse o joelho, não tinha importância – passa mertiolate que passa. Uma criança com baladeira nas mãos é quase um recorte de um tempo que não existe mais. O simples não é comum nos dias em que a busca do que se julga moderno virou uma obsessão. Como ainda não pertenço a esse g...