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Mostrando postagens de maio, 2018

É GOL.

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Só mais dois minutos. Mas o despertador não desiste. Mal sabe ele que tem dias que não dá vontade de entrar em campo. Ir pro vestiário, tomar banho e botar a equipagem do dia, nem pensar! Mas a vida nos convoca, quando na verdade, nem disposição pra ficar à beira do campo, no banco, nós temos. E o jogo do dia começa. Feito a bola somos arremessados para o campo. Já repararam que bola não tem lado – não toma partido. O papel dela é entrar no gol. Na hora do gol, o jogador a pega e lhe beija com carinho – recompensa que nem sempre vem. Quem levou o gol, desconta sua frustação na coitada. Dá um chute de bico que    a arremessa contra a rede. Na vida tende ser assim também. Corremos para um lado e para o outro. Mal dá tempo para tomar uma água. O jogo não para. Cometemos algumas faltas no caminho. Quando acertamos, dificilmente somos aplaudidos ou reconhecidos. Mas diante das nossas faltas somos lembrados e diminuídos. Parece que o prazer em expor as fraquezas se sob...

Ser e Estar

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Estar ou não estar, eis a questão... Parafraseando o maior dos autores. Tenho para mim que o estado das coisas sempre muda. Eis uma verdade. E essa verdade não me parece invalidar as demais. Um idoso pode ser jovem e ter muita disposição. Sim, isso é uma verdade, a depender dos olhos do observador e do sentir da própria pessoa observada. E, a despeito da visão que outras pessoas venham a ter sobre ela. Uma amiga, com altos pendores para as artes, na juventude experimentou a arte de atuar, atualmente me acompanha na atividade do espetáculo teatral da nossa companhia. Na lida com ela, notei uma desconfiança na própria capacidade como como atriz. Alma inquieta, a minha. Agi de forma provocativa com ela. Meu objetivo claro era o de trazê-la para a realidade e a realidade, era a correta percepção de sua própria capacidade. E essa capacidade estava bem além de sua própria crença. O resultado foi muito positivo. Essa pessoa tão querida correspondeu. A danada deu conta direitinho do tr...

Não - Notícias

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Hoje, resolvi escrever hoje sobre não-notícias. Nesses tempos em que temos mais ministros do STF no Facebook do que em Brasília, mais especialistas em Oriente Médio do que no restante do mundo, resolvi transformar em texto o que está dentro de mim. Algumas histórias vivas e outras que gostaria de apagar.Sábado passado na estréia do espetáculo As Vizinhas (que tenho o prazer de assinar texto e direção), durante umas das cenas a Personagem Maria Franscisca pergunta: - “Vocês ouviram ou não ouviram o grito essa noite?” E para surpresa de todos na pláteia, incluindo a atriz, uma criança respondeu : – “Eu ouvi”. E o teatro veio abaixo aos risos. Esse instinto puro me paralisou e me contagiou. Adultos rindo da inocência e espontaneidade de uma criança com ouvido atento e aberto a dizer a verdade. Sim, ela ouviu o grito, oras!Ainda me pergunto por que nos tornamos adultos chatos. Ou por que nos cercamos de adultos chatos. Não sabemos rir de nossas dificuldades. Exigimo-nos perfeição. Obri...