É GOL.
Só mais dois minutos. Mas o despertador não desiste. Mal sabe ele que tem dias que não dá vontade de entrar em campo. Ir pro vestiário, tomar banho e botar a equipagem do dia, nem pensar! Mas a vida nos convoca, quando na verdade, nem disposição pra ficar à beira do campo, no banco, nós temos. E o jogo do dia começa. Feito a bola somos arremessados para o campo. Já repararam que bola não tem lado – não toma partido. O papel dela é entrar no gol. Na hora do gol, o jogador a pega e lhe beija com carinho – recompensa que nem sempre vem. Quem levou o gol, desconta sua frustação na coitada. Dá um chute de bico que a arremessa contra a rede. Na vida tende ser assim também. Corremos para um lado e para o outro. Mal dá tempo para tomar uma água. O jogo não para. Cometemos algumas faltas no caminho. Quando acertamos, dificilmente somos aplaudidos ou reconhecidos. Mas diante das nossas faltas somos lembrados e diminuídos. Parece que o prazer em expor as fraquezas se sob...