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Carta às Mulheres.

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  Eu sou Socorro, candidata à Deputada Federal pelo PSB.  Sou mulher negra. Sou mãe. Sou trabalhadora rural da Baixada Ocidental Maranhense!  A única candidata quilombola no Maranhão. Nessas eleições concorro a uma vaga para a Câmara Federal em nome da mulher maranhense, com a convicção de que estamos juntas! E estamos juntas porque acreditamos na importância do   combate às desigualdades, às injustiças sociais. Ainda sonhamos e lutamos para resgatar a dignidade e a cidadania de nosso povo. Somos mais da metade  da população do nosso País . Mas não estamos no centro das decisões políticas. E precisamos estar! A sociedade precisa de nosso olhar! Passou da hora de mudarmos  isso! Vamos, juntas,  fazer a diferença. Vamos ocupar o espaço que é nosso! É nossa vez de mostrar de ecoar nossa voz - mulheres do campo e das cidades, mulheres negras, mulheres brancas, quilombolas, agricultoras e trabalhadoras rurais, de todas as ide...

Socorro única pré-candidata negra, quilombola e do campo.

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No último dia 28 de julho, no Multicenter SEBRAE, a única pré-candidata negra, quilombola e trabalhadora do campo homologou sua campanha. Socorro (PSB) com o slogan “Pra Mudar, Deixa Ela Entrar!” esteve acompanhada de dezenas de lideranças, comunitárias, sindicais rurais, quilombolas e da militância dos movimentos afrodescendentes de vários municípios maranhenses. “ E eu não estou só. Somos muitos em cada um dos 214 municípios que já percorri ao longo dos meu 37 anos de dedicação a luta do negro, dos pobres, quilombolas e das mulheres do campo” frisou Socorro. Socorro iniciou a sua militância no movimento eclesiástico em 1986. É militante do movimento negro desde então e fundadora da Aconeruq, em 1992. Também em 1992 se filiou ao PSB e, em 1993, inicia militância no movimento sindical com a incorporação da participação das mulheres no movimento Sindical. Socorro estudou até o ensino médio em Mirinzal e, em 2016, iniciou o curso de gestão política na Universidade Anhang...

É GOL.

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Só mais dois minutos. Mas o despertador não desiste. Mal sabe ele que tem dias que não dá vontade de entrar em campo. Ir pro vestiário, tomar banho e botar a equipagem do dia, nem pensar! Mas a vida nos convoca, quando na verdade, nem disposição pra ficar à beira do campo, no banco, nós temos. E o jogo do dia começa. Feito a bola somos arremessados para o campo. Já repararam que bola não tem lado – não toma partido. O papel dela é entrar no gol. Na hora do gol, o jogador a pega e lhe beija com carinho – recompensa que nem sempre vem. Quem levou o gol, desconta sua frustação na coitada. Dá um chute de bico que    a arremessa contra a rede. Na vida tende ser assim também. Corremos para um lado e para o outro. Mal dá tempo para tomar uma água. O jogo não para. Cometemos algumas faltas no caminho. Quando acertamos, dificilmente somos aplaudidos ou reconhecidos. Mas diante das nossas faltas somos lembrados e diminuídos. Parece que o prazer em expor as fraquezas se sob...

Ser e Estar

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Estar ou não estar, eis a questão... Parafraseando o maior dos autores. Tenho para mim que o estado das coisas sempre muda. Eis uma verdade. E essa verdade não me parece invalidar as demais. Um idoso pode ser jovem e ter muita disposição. Sim, isso é uma verdade, a depender dos olhos do observador e do sentir da própria pessoa observada. E, a despeito da visão que outras pessoas venham a ter sobre ela. Uma amiga, com altos pendores para as artes, na juventude experimentou a arte de atuar, atualmente me acompanha na atividade do espetáculo teatral da nossa companhia. Na lida com ela, notei uma desconfiança na própria capacidade como como atriz. Alma inquieta, a minha. Agi de forma provocativa com ela. Meu objetivo claro era o de trazê-la para a realidade e a realidade, era a correta percepção de sua própria capacidade. E essa capacidade estava bem além de sua própria crença. O resultado foi muito positivo. Essa pessoa tão querida correspondeu. A danada deu conta direitinho do tr...

Não - Notícias

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Hoje, resolvi escrever hoje sobre não-notícias. Nesses tempos em que temos mais ministros do STF no Facebook do que em Brasília, mais especialistas em Oriente Médio do que no restante do mundo, resolvi transformar em texto o que está dentro de mim. Algumas histórias vivas e outras que gostaria de apagar.Sábado passado na estréia do espetáculo As Vizinhas (que tenho o prazer de assinar texto e direção), durante umas das cenas a Personagem Maria Franscisca pergunta: - “Vocês ouviram ou não ouviram o grito essa noite?” E para surpresa de todos na pláteia, incluindo a atriz, uma criança respondeu : – “Eu ouvi”. E o teatro veio abaixo aos risos. Esse instinto puro me paralisou e me contagiou. Adultos rindo da inocência e espontaneidade de uma criança com ouvido atento e aberto a dizer a verdade. Sim, ela ouviu o grito, oras!Ainda me pergunto por que nos tornamos adultos chatos. Ou por que nos cercamos de adultos chatos. Não sabemos rir de nossas dificuldades. Exigimo-nos perfeição. Obri...

Quando a vida engasga.

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Desses sufocos prosaicos que mais lembram filmes de famílias italianas. Enquanto engasgava, vi D. Hida, minha mãe, levantar aos gritos e correr para bem longe. Pânico, eu diria, afinal tratava-se do filho predileto (que meus irmãos não leiam esse trecho) em apuros bem ali, debaixo do seu nariz. Em meio à confusão que se instalou naqueles segundos comecei a refletir sobre a brevidade da vida. Sim, naquela confusão toda eu refleti. Falsa crença essa de supor que temos controle sobre a vida, sobre as coisas ou sobre as pessoas. Tudo pode mudar numa fração de segundo. E isso é tão óbvio... mas às vezes é o óbvio que nos salva. Muros, máscaras, conceitos. Tudo pode cair. O dia planejado, a viagem dos sonhos, o amor ideal – nada resiste ao apagar a luz da vida. Amanhã, só saudades. E na vida quantas vezes somos obrigados a nos engasgar por conveniência, educação, respeito, timidez ou falta de autoridade? Quantas culpas são atribuídas a nós, sem ao menos sermos responsáveis. E silenciamos...

Após a Chuva

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Quando cessou a chuva, fui à farmácia. Bem próxima daqui. Não as frequento, mas nessa eu saco. Dinheiro.  Pelo caminho, ao lado direto, casas.  Do outro, árvores. E elas me conectam com minha infância, me trazem paz. Deve ser coisa de Deus. No trajeto um menino, por volta dos seus 9 anos me chamou atenção. Confesso que me vi nele. Foi mágico. Uniforme escolar e uma grande mochila nas costas vindo da escola – (nunca entendi o porquê do tamanho peso). No olhar vigilante daquele menino, o frescor pela vida. Coisas que não se vê em tempos de games e rede sociais. Lamento por isso. Se as crianças ainda soubessem como era bom viver livre na rua e brincar sem temor. Gostoso era se divertir na chuva. Se ralasse o joelho, não tinha importância – passa mertiolate que passa. Uma criança com baladeira nas mãos é quase um recorte de um tempo que não existe mais. O simples não é comum nos dias em que a busca do que se julga moderno virou uma obsessão. Como ainda não pertenço a esse g...